sábado, 16 de setembro de 2017

ÍNDICE PARA CELULARES

ÍNDICE GERAL

ÍNDICE ALFABÉTICO

N. SRA. DO PERPÉTUO SOCORRO E C. FOUCAULD

O nosso amigo e irmão Urbano Medeiros, pai de família, maestro, seguidor do Beato Carlos de Foucauld, fala sobre o famoso ícone de N. Sra. do Perpétuo Socorro. No primeiro vídeo, mais longo, ele fala sobre o ícone, ele e o ícone, e Carlos de Foucauld. No segundo vídeo, mais curto, vemos um relato histórico do ícone.



quinta-feira, 31 de agosto de 2017

CARTA DO RUDY



CARTA DE RUDY, FRATERNIDADE SACERDOTAL IESUS CARITAS MENSAGEM DA ASSEMBLEIA EUROPEA DE RUDY , em Polónia, do 12 ao 19 de julho de 2017

« Czes’c’ » (pronunciar « Tchech’tch’ ») : com esta saudação polaca vimos ao vosso encontro, fraternidades da Europa, e queremos dirigir-vos esta mensagem, 
fruto de nossos trabalhos mas também de nossa oração. Graças a nossos anfitriões cheios de atenção e aos encontros que organizaram para nós em diferentes paróquias, pudemos aproximar-nos ás realidades de seu país e de sua Igreja e deixamos ressoar o tema de nossa assembleia: « Padres diocesanos e missionários, inspirados pelo testemunho de Charles de Foucauld ».

EM CONTEXTO EUROPEU DE SECULARIZAÇÃO

O Evangelho do segundo dia da Assembleia, proposto pela liturgia, da o tom de nossa mensagem: « Eis que vos envio como ovelhas em meio dos lobos… sede sede prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas.»
(Mt 10,16)

Cada um de nossos países, com ritmos diferentes, constata o fenómeno da secularização: diminuição da frequentação das igrejas, evolução dos valores evocados, leis civis que se afastam da tradição cristã…Numa palavra o religioso não é cotizado. As comunidades e os padres estão insertos neste movimento e devem situar-se : aceita-lo ou recusá-lo? Transigir ou engajar-se? O estatuto do padre é atingido: identidade modificada, posição social desqualificada, autoridade relativizada… Compreende-se assim por qué os jovens duvidam em meter-se num caminho com tanta insegurança e que compromete a largo prazo.

Como membros da Fraternidade Jesus Caritas não ficamos isentos desta secularização, que marca até nosso modo de vida e nossa missão ; perguntamo-nos: como transmitir uma tradição, uma Palavra neste hoje secularizado? Charles de Foucauld, partia ao longe; mas hoje a missão começa diante da porta do vizinho.

A prudência da serpente e o candor da pomba são necessários para levar a missão e abrir-se um caminho feito de escuta e de preparação : « fazer-se o dicionário », tomar em conta a cultura atual exige tempo et nós não temos muito…

PADRES DIOCESANOS NUMA IGREJA MISSIONÁRIA


Os nossos intercâmbios deixaram ver que na maior parte de nossos países o crescimento da secularização, do consumismo e do individualismo torna a evangelização a um tempo difícil e necessária e que numerosas iniciativas aparecem em relação ao lugar que é preciso dar de novo à Palavra de Deus, a uma vida paroquial mais fraterna e á preocupação pelas « periferias ».

Reconhecer e promover o papel dos laicos na evangelização é uma necessidade. Em algumas dioceses, os bispos animaram a constituir grupos cuja primeira tarefa é a promoção da formação dos batizados, aprofundando sua compreensão da fe e sua vida espiritual. A longo prazo, estes grupos de evangelização poderão concentrar-se no objetivo de chegar a uma comunidade mais larga, particularmente com outros crentes, não por proselitismo mas para promover a compreensão et o acolhimento recíproco, bem como para comunicar a alegria do Evangelho.

Por causa da falta de padres chegam a muitas de nossas dioceses padres vindos da África ou da Índia para trabalhar na evangelização. Dando-lhes um bom apoio para ajudá-los a compreender a cultura que os acolhe, sua presença pode ser une grande bênção para a Igreja, em lugares onde as assembleias são já multiculturais.

Esta falta de padres conduz também ao agrupamento das paróquias, que oferece aos leigos a oportunidade de tomar maiores responsabilidades no campo da evangelização bem como nos diversos serviços. Mas é preciso esforçar-se para identificar melhor os talentos duns e outros e discernir como os pôr mais em valor.

Muitos caminhos frutíferos foram empreendidos com os jovens, como as Jornadas mundiais da juventude ou outras iniciativas das dioceses. Vale a pena, sem dúvida, consagrar energia e tempo ao serviço dos jovens, ajudando-os a discernir caminhos para resistir à pressão do consumismo. Mas isto não nos faz esquecer a necessidade de formar os adultos e de lhes dar mais autonomia.


Somos cada vez mais conscientes que a evangelização não se realiza antes de mais em nossas igrejas, mas nos lugares públicos. Compartilhamos exemplos de iniciativas em centros comerciais ou outros espaços públicos, tentando de atingir um público mais amplo.

As diferentes intervenções de nossa assembleia confirmaram a convicção que os padres precisam de acompanhar, de responsabilizar os fiéis leigos no trabalho de evangelização, et de colaborar com eles. Da mesma maneira, padres e leigos evangelizamos com maior eficácia quando a alegria do Evangelho transparece em nossas próprias vidas.

INSPIRADOS PELO TESTEMUNHO DO IRMÃO CARLOS

A radicalidade evangélica de Charles de Foucauld, tirada da oração de contemplação e da adoração, sua escolha da pobreza bem como seu desejo de ser como Jesus em Nazaré situam-nos perante a « fraqueza de Deus » et convidam-nos ao despojamento de todas as pretensões pastorais.

O testemunho do Ir. Carlos ajuda-nos a ser padres

• que aprendem a voltar ao Evangelho para impregnar-se do espírito de Jesus.

• que escolhem a simplicidade de vida até á pobreza para manifestar antes de mais o « trabalho » do grão de trigo caído em terra ( cf . Jo 12,24) : o verdadeiro sucesso de Deus revela-se no seu despojamento. Daí o convite a ir ás periferias existenciais, a fazer-se solidários com os pobres, mais próximos dos pequenos e dos crucificados da história. A fraternidade universal tem sua raiz na obediência a Deus o Pai e aos irmãos pobres que revelam a Jesus ; o pobre é um verdadeiro « lugar teológico » da proximidade de Deus e conduz até a adoração.


-que aprendem a escutar : antes de mais a Jesus que nos fala no Evangelho, na Eucaristia e no silêncio do deserto, mas também a todo homem, para deixar-se evangelizar no encontro de uma humanidade marcada já pela presença do Espírito. Podemos deixar-nos converter neste sentido pelo ícone da Visitação. A escuta do outro e de sua vida requerem paciência no dom recíproco de uma presença humana e amiga. O tempo da escuta e do encontro amigo é um tempo importante e precioso para preparar o terreno antes de lançar a semente do Evangelho. Con esta atitude podemos desempenhar a partir de agora e no futuro um papel significativo no encontro e o diálogo com os irmãos muçulmanos, tão presentes na maior parte de nossos países.

• que se comprometem a viver uma Fraternidade sacerdotal como lugar providencial para discernir a vontade de Deus (revisão de vida) e para ajudar-se a viver um apostolado discreto, despojado de todo meio exterior, pondo toda a confiança em Jesus ; e a acolher o último lugar, aquele que Jesus teria escolhido.

CONFRONTADOS COM A RARIDADE DAS VOCAÇÕES


Na maior parte de nossos países de Europa, a baixa no número de candidatos ao ministério de sacerdotes é muito importante. O contexto geral de secularização o explica, bem como uma cultura do imediato: liberdade sem compromisso, autonomia sem responsabilidade, falta de silêncio. Contudo, muitos jovens manifestam grandes generosidades.

Nossa resposta para favorecer o acolhimento do chamado de Deus passa pelo testemunho de nossa própria vida de padre: que lugar deixa ao silêncio, ao deserto? Que contato sabe manter com os jovens, para escutá-los e acompanha-los?

As comunidades que vivem verdadeiramente da presença do Senhor ressuscitado são o melhor terreno para as vocações e o exemplo do Beato Carlos de Foucauld, cuja vida foi fecunda a longo prazo, é um encorajamento.

CHAMADOS A UMA VIDA SIMPLES

A encíclica do papa Francisco Laudato si precisa de ser concretizada. Perante a tentação do consumo e da acumulação, uma educação á partilha é necessária. Para ser solidário, é preciso ser sóbrio ! Trata-se, para nós padres, de levar uma vida não tanto pobre, mas simples, que nos torne acessíveis a todos.

Laudato si convida-nos a uma « sobriedade feliz » e encoraja os bons gestos : reciclar ; selecionar ; economizar a água, a energia e as matérias primas ; privilegiar os transportes em comum ; investir no comércio justo… Mas a encíclica quer promover sobretudo uma « ecologia integral », que dê prioridade aos interesses da « casa comum ». Neste sentido, a crise atual do acolhimento dos refugiados interpela-nos e não pode deixar-nos inativos.

Nossa Assembleia europeia tinha também a tarefa de eleger por 6 anos um novo responsável : Kuno KOHN , de Hamburgo em Alemanha , foi eleito e aceitou a missão confiada. Muito obrigado a ele, bem como a John McEVOY (da Irlanda) que teve esta responsabilidade nos 6 anos precedentes. Nossa próxima Assembleia, em 2020, terá lugar em Inglaterra.


(Muito obrigado, irmãzinha Josefa, pela tradução)

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

DESCOBERTA SURPREENDENTE


Descoberta Surpreendente na Cidade de Davi

Comprovação científica da Bíblia Sagrada

“Eu confesso que a majestade da Bíblia me abisma e fala ao meu coração!”

Jean-Jacques Rousseau, (1712-1778), foi um importante filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata suíço. 



Uma escavação na cidade de Davi, em Jerusalém, deu credibilidade à exatidão histórica da passagem bíblica, após a descoberta de uma série de artefatos queimados, datados há cerca de 2.600 anos.

Uma passagem no Livro do Antigo Testamento de Jeremias diz: "No décimo dia do quinto mês, no décimo nono ano do rei Nabucodonosor, rei da Babilônia, um homem chamado Nebuzaradã, comandante da guarda imperial, que servia o rei da Babilônia, invadiu Jerusalém".


“Ele incendiou a Casa de Yahweh, o Templo do SENHOR, e o palácio real, como também todas as casas de Jerusalém”.

A escavação descobriu ossos queimados, sementes de uva, madeira e cerâmica que foram cobertos com camadas de cinzas, que remetem a cerca de 600 a.C., que é em torno do tempo em que o rei babilônico, Nabucodonosor, sitiou Jerusalém e incendiou, levando à destruição d'O Primeiro Templo (Templo de Salomão).


Outro achado interessante foi uma pequena estátua de marfim de uma mulher nua com cabelo ou peruca no estilo egípcio. A descoberta essencial, que supostamente liga a história bíblica aos artefatos, são os selos que foram encontrados neles.

Segundo os pesquisadores, os selos são característicos do final do período do Primeiro Templo, e foram usados para o sistema administrativo que se desenvolveu no final da dinastia judaica. Eles têm uma forma rosácea, e foram usados para classificar objetos, a fim de controlá-los, coletá-los e comercializá-los, bem como para armazenar rendimentos de colheitas.

“Há um livro que, desde a primeira letra até a última, é uma emanação divina, a Bíblia”.

Victor Hugo (1802-1885) foi um romancista, poeta, dramaturgo, ensaísta, artista, estadista e ativista pelos direitos humanos francês.


Esta descoberta surpreendente aconteceu depois que uma reivindicação sensacional foi feita recentemente sobre o Sudário de Turim. A análise científica do tecido mostrou que o Sudário está manchado com o sangue de uma vítima de tortura. As nanopartículas de sangue, que não são típicas de uma pessoa saudável, foram descobertas. Eles acreditam que tenha sido uma morte violenta de um homem que estava envolvido no Sudário.

Manchas do Santo Sudário são do sangue de alguém que sofreu morte violenta

O Santo Sudário é o pano de linho que, segundo a tradição, envolveu o corpo de Jesus Cristo depois da crucificação. Submetido a dezenas e dezenas de estudos e pesquisas, ele conserva mistérios assombrosos que jamais puderam ser explicados.

O estudo mais recente foi feito pelo Istituto Officina dei Materiali (IOM-CNR), de Trieste, e pelo Istituto di Cristallografia (IC-CNR), de Bari, em parceria com o Departamento de Engenharia Industrial da Universidade de Pádua, todos sediados na Itália.

Conclusão? As manchas achadas no tecido não podem ser de tinta: elas são de sangue humano, e não é de “qualquer” sangue.

A análise das partículas do tecido, mediante resolução atômica, aponta “que a fibra de linho está cheia de creatinina, [com partículas] de dimensões entre 20 e 90 nanômetros, ligadas a pequenas partículas de hidrato de ferro de dimensões entre 2 e 6 nanômetros, típicas da ferritina”. As declarações são de Elvio Carlino, coordenador da pesquisa. Vale recordar que um nanômetro equivale a um milionésimo de milímetro, ou seja: pegue um milímetro, divida-o em um milhão de partes iguais e você terá um milhão de nanômetros.

O professor Giulio Fanti, da Universidade de Pádua, complementa: as partículas observadas, “pela dimensão, tipo e distribuição, não podem ser uma obra realizada séculos depois no tecido do Santo Sudário”. O que as investigações apontam é que o tecido realmente entrou em contato com o sangue de um homem morto que tinha sofrido múltiplas e graves feridas. Segundo Fanti, “a ampla presença de partículas de creatinina unidas a partículas de ferridrita não é uma situação típica de soro sanguíneo de um organismo humano em estado normal de saúde. Um alto nível de creatinina e ferritina tem relação com pacientes que sofreram um politraumatismo severo, como a tortura. A presença dessas nanopartículas biológicas indica que o homem que foi envolvido no sudário de Turim sofreu uma morte violenta”.

O artigo que detalha o estudo foi publicado na revista científica norte-americana PlosOne, com o título New Biological Evidence from Atomic Resolution Studies on the Turin Shroud (Novas evidências biológicas a partir de estudos de resolução atômica sobre o Sudário de Turim).

O estudo confirma o que outras pesquisas e análises já tinham apontado décadas atrás. Duas dessas análises, realizadas paralelamente em 1978 por Baima Bollone na Itália e por Heller e Adler nos Estados Unidos, por exemplo, demonstraram a presença de bilirrubina nas marcas do Sudário.

Conclusão

A Obra da Criação, o ser humano, Jesus Cristo, a Igreja e a Sagrada Escritura provam de forma epistemológica a existência do Eterno e Todo-Poderoso. Estes fatores são teses mais abissais do que a profundidade dos oceanos e de uma infinidade que vai além da razão humana. O fundamento do pensamento cristão é a divina revelação, a profundidade do conhecimento da cosmovisão e a prática do amor pela dignidade da pessoa humana. A fé e a ciência andam conectadas para sabedoria colossal do crente e a sapiencialidade das suas doutrinas. Com fé, razão, paz e justiça, assim caminham os cristãos até a pátria celestial.

Frei Inácio José do Vale

Professor e conferencista

Sociólogo em Ciência da Religião

Doutor em História do Cristianismo

Formador dos Irmãozinhos da Visitação de Charles de Foucauld 

E-mail: pe.inacio.jose@gmail.com




Fontes:





https://pt.aleteia.org/2017/07/13/manchas-do-santo-sudario-sao-do-sangue-de-alguem-que-sofreu-morte-violenta/

A COMPROVAÇÃO DA BÍBLIA




“Há mais indícios seguros de autenticidade na Bíblia do que em qualquer história profana”.

Isaac Newton (1643-1727)

Filósofo, Teólogo e Cientista inglês


Immanuel Kant (1724-1804), o renomado filósofo alemão fez a seguinte declaração: “A existência da Bíblia, como livro para o povo, é o maior benefício que a humanidade já recebeu. Qualquer tentativa para depreciá-la... é um crime contra a humanidade”.

“A influência da Bíblia de maneira alguma se restringe a judeus e cristãos... Ela é agora encarada como um tesouro ético e religioso cujo inexaurível ensino promete ser ainda mais valioso à medida que cresce a esperança de uma civilização mundial” (TheEncyclopedia Americana).

Analisemos outra questão com respeito à Bíblia Sagrada. Será que ela é historicamente exata? Alguns acham que a Bíblia não passa de uma compilação de lendas sem base histórica. Veja, por exemplo, o caso do famoso Rei Davi, de Israel. Até recentemente, a única base para atestar sua existência era a Bíblia. Embora historiadores conceituados o aceitem como personagem real, alguns cépticos tentam descartá-lo alegando que se trata de uma lenda, fruto da propaganda judaica. O que mostram os fatos?

Em 1993, encontrou-se nas ruínas da antiga cidade israelita de Dã uma inscrição que menciona a “Casa de Davi”. A inscrição era parte de um destroçado monumento do nono século a.C., erigido em comemoração a uma vitória dos inimigos dos israelitas. De repente, ali estava, fora das páginas da Bíblia, uma antiga referência a Davi. Era significativa? Comentando a descoberta, Israel Finkelstein, da Universidade de Tel Aviv, disse: “O niilismo bíblico caiu da noite para o dia com a descoberta da inscrição sobre Davi.” Digna de nota foi uma declaração do Professor William F. Albright, arqueólogo que passou décadas trabalhando em escavações na Palestina: “Inúmeras descobertas comprovaram a exatidão de incontáveis detalhes e fizeram com que se reconhecesse cada vez mais o valor da Bíblia como fonte histórica.” Perguntamos novamente: 'Diferentemente do que acontece com os épicos e as lendas, como poderia esse livro antigo ser historicamente tão exato?' Mas isso não é tudo.

A Bíblia também é um livro de profecias. (II Pedro 1, 20, 21) A palavra “profecia” talvez lhe faça logo lembrar das predições não-cumpridas daqueles que se dizem profetas. Mas deixe o preconceito de lado e abra sua Bíblia em Daniel capítulo 8. Daniel descreve a visão de uma luta entre um carneiro de dois chifres e um bode peludo que tinha “um chifre proeminente”. O bode venceu, mas seu grande chifre foi quebrado. Em seu lugar, surgiram quatro chifres. O que significa essa visão? O relato de Daniel continua: “O carneiro que visto, tendo dois chifres, representa os reis da Média e da Pérsia. E o bode peludo representa o rei da Grécia; e quanto ao chifre grande que havia entre os seus olhos, este representa o primeiro rei. E que este foi quebrado, de modo que por fim se ergueram quatro em seu lugar, haverá quatro reinos que se erguerão de sua nação, mas não com o seu poder.” (Daniel 8,3-22).

Essa profecia se cumpriu? A escrita do livro de Daniel foi concluída por volta de 536 a.C. , o rei macedônio, Alexandre, o Grande, que nasceu 180 anos mais tarde, em 356 a.C., conquistou o Império Persa. Ele era o “chifre grande” que havia entre os olhos do “bode peludo”. De acordo com o historiador judeu, Flávio Josefo, quando Alexandre Magno entrou em Jerusalém, antes de derrotar a Pérsia, o livro de Daniel lhe foi mostrado. Ele concluiu que as palavras que lhe foram mostradas na profecia de Daniel se referiam à sua própria campanha militar envolvendo a Pérsia. Poderá ler, nos livros de história geral, sobre o que aconteceu ao império de Alexandre após sua morte, em 323 a.C. Com o tempo, quatro generais assumiram o controle do império e, antes de 301 a.C., os 'quatros chifres' que surgiram no lugar do “chifre grande” dividiram o império em quatro partes. Seleuco obteve a Mesopotâmia e a Síria. Ptolomeu controlou o Egito e a Palestina. Lisímaco governou a Ásia Menor e a Trácia, e Cassandro ficou com a Macedônia e a Grécia. Novamente, temos todos os motivos para perguntar: 'Como poderia um livro predizer de maneira tão vívida e exata o que iria acontecer 200 anos mais tarde?'

A própria Bíblia responde a essa pergunta: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa.” (II Timóteo 3, 16) A palavra grega traduzida “inspirada por Deus” significa literalmente “soprada por Deus”. Deus “soprou” na mente de uns 40 escritores as informações que encontramos atualmente nos livros das Sagradas Escrituras. Os poucos exemplos – científicos, históricos e proféticos – que analisamos nos levam a uma única conclusão. A Bíblia, esse livro incomparável, não é produto da sabedoria humana, mas é de origem divina. Deus o Todo-Poderoso é seu autor. Escreveu o apóstolo São Pedro: “Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo” (II Pedro 1, 21).

São João Crisóstomo (347-407), Bispo de Constantinopla e Doutor da Igreja afirmava: “Eis a causa de todos os males – o nosso desconhecimento da Bíblia Sagrada.” Disse Jesus Cristo: “Errais não conhecendo as Escrituras Sagradas, nem o poder de Deus.” (Mateus 22, 29). 

Amar ler e estudar a Bíblia Sagrada é uma demonstração de amor ao seu autor: Deus, é levar a Boa Nova como evangelizador, ter comunhão com a Igreja de Cristo e praticar a caridade pelo mundo de paz e de justiça.

Frei Inácio José do Vale

Professor e conferencista

Sociólogo em Ciência da Religião

Formador dos Irmãozinhos da Visitação de Charles de Foucauld